Me pediram pra falar o que eu acho do perfil das finalistas do Aprendiz 6 e este tipo de liderança nas empresas.
A Scully, pra mim, (http://scullybbb.blogspot.com/) é a que comenta melhor os episódios do Aprendiz 6. Então, não vou comentar episódio.
(Ahh, antes de mais nada eu digo que torço para nenhuma das 2, visto que, na minha opinião, a Stephanie Paris (Nome de Miss de Colégio, ou de bairro) cresceu muito como pessoa - no quesito postura - no Aprendiz. Ela deveria ser a vencedora.)
São duas pessoas diferentes no perfil profissional. A Karina tem o perfil mais agregador, o tipo de lider que consegue fazer com que os liderados a sigam e meio que a protejam dos insucessos. Já a Marina é um trator, tipo de líder que vai alcançar os objetivos sempre, mesmo que pra isso tenha que usar de artifícios não muito bem vistos no meio profissional.
Com relação ao lado de cá, a vida profissional, o perfil tanto das duas é nocivo às empresas. Nocivo?! Sim!
Uma equipe que tem uma liderança tipo "Karina" geralmente atua pelas verdades do líder, sem uma visão crítica sobre os objetivos traçados. E o que é pior: defendem com unhas e dentes a liderança "Karina". Isso pode conduzir ao insucesso de qualquer coisa, e esta falta de bom senso propícia problemas de produtividade, eficiência, qualidade, aquelas coisas todas que nós sabemos. Já uma liderança "Marina" vai sempre ser a melhor no tocante aos aspectos citados anteriormente, porém o custo pra se chegar a isso são incalculáveis. O trator derruba tudo ao seu redor, chega no seu objetivo e isso é que acontece neste tipo de liderança: derruba os colegas, derruba a auto-estima, derruba princípios éticos. Enfim, tudo em nome da meta.
Eu já trabalhei com os 2 perfis, tanto sendo meus superiores, como colaboradores - atualmente meu superior é perfil "Karina/Marina" (o melhor, eu acho). São duas experiências dificeis, eu confesso.
Com um líder "Karina" aconteceu um dos momentos mais chatos da minha carreira profissional hehehehe!. Eu era um profissional em início de carreira. Fiquei maravilhado com o chefe, cheio de ideias, agregador, a equipe trabalhava pra ele sem cobrar hora extra. Fizemos dupla num projeto - basicamente era mudança de layout de produção. A ideia dele era sensacional, ao meu ver, e fomos pra frente, com aquele ar de coisa garantida, vitória fácil. Dai eu apresento o projeto pro Coordenador de Produção. Nossa, que fiasco! A ideia era tão boa, o resultado tão certo, que esquecemos do óbvio: custo de mudança de layout. E a culpa recaiu sobre mim, porque eu era o "colaborador" não o "gerente". Não fui demitido, mas aprendi desde aquele dia a não acreditar cegamente no chefe, sempre ser crítico e ter bom senso.
Na empresa que eu tive um líder "Marina" eu passei pouco tempo, porque aconteceu justamente o que falei: derrubou o colega(no caso, eu). Tinha um projeto enorme para apresentar, dias de trabalho, na última semana o cara teve a brilhante ideia de mudar o escopo. Como eu disse que não ía dá tempo para mudar, ele me derrubou do projeto e assumiu. Ele realmente concluiu o projeto no prazo, mas acabou perdendo o colega, porque a diretoria achou incompetência minha e má vontade - injustamente. O correto seria sentar, analisar a situacao e me mostrar realmente que daria tempo - coisa que eu faço hoje quando acontece estes imprevistos.
Imaginem estes casos acontecendo diariamente. Pois é, extremamente nocivo às empresas. O melhor perfil, pra mim, é "Karina/Marina": agrega, ideias compartilhadas, a equipe trabalha COM você - não para você - e no ultimo caso é que se tiver que derrubar, derruba.
Se fizerem uma pesquisa com os colaboradores, 10 em cada 10 apontariam este tipo de liderança como a melhor. Sabe por que? Porque faz a diferença, matendo princípios e melhorando continuamente.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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