sábado, 30 de maio de 2009

LIDERANÇA - O que difere um Gestor de um "Tocador" de setor

Conduzir um setor, ou um negócio, não é mais mistério pra ninguem. Eu sempre achei que qualquer coisa bem montada, estruturada, tanto uma pessoa de nível superior, técnico ou médio consegue conduzir, desde que tenha bom senso e um ótimo relacionamento com seus superiores e colaboradores. FATO.

O que realmente difere o Gestor do "Tocador" de negócio, é, dentre outros fatores, a capacidade de criar, planejar, executar e controlar novos projetos, colaborando com melhorias nas unidades de negócio ou incrementado-as. Isto sim é um diferencial que 1 entre 10 gestores tem.

Por outro lado não adianta ter este diferencial e a empresa não notar. Eu até mesmo já barrei idéias, que depois poderiam ser projetos, porque eram coisas de "Tocador" de setor, que sempre melhora o seu lado, não o da empresa. Então, o cara que realmente é Gestor e entende de projetos - além de ter todas as ferramantas necessária para a condução estruturada - sabe sensibilizar os seus superiores, porque ele vai direto ao assunto.

Mas que assunto?!

Uma matriz que eu sempre trabalhei: INVESTIMENTO X CUSTO X RECEITA.
Não adianta eu fazer um investimento que não vise redução de custos e/ou aumento de receitas. NÃO ADIANTA. Num primeiro momento, parece que falo uma obviedade, mas não é. Vamos a um exemplo ERRADO e CORRETO.

EXEMPLO ERRADO:
Investimento em consultoria para propor novo layout de arranjo produtivo, aumentando a produção em 15%.

Houve um investimento, um incremento de produção, redução dos custos no processo produtivo, mas se o comercial não conseguir vender este produto, criei 15% de estoque desnecessariamente, aumentando outros custos, como o de armazenagem e manutenção de estoques, alem de estar impatando capital, que poderia render de outra forma.

EXEMPLO CORRETO:
Investir em:
1. consultoria para novo layout, aumentando a produção em tantos porcento, reduzindo os custos do produto em tanto.
2. nova campanha comercial para a venda desta quantidade a mais de produtos, visando captação de novos clientes.

Desta forma você demonstra que investe, reduz custo, aumenta receita e minimiza a hipótese de criar novos custos para a empresa.

Nas empresas que trabalhei, sem exceção, vi casos assim. Muitos Coordenadores de Processo vão sempre por este lado e não fazem uma ação conjunta com o Comercial. E ouvi muito daquelas respostas vagabundas, como "Isso já não cabe ao meu setor" . Estas pessoas geralmente tem o perfil do "Tocador" de setor. Outros entes nocivos às empresas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

APRENDIZ 6 - Marina campeã... Justo?

Justissimo!!!
Até porque ela é o RJ de saia mais jovem. E é melhor contratar uma pessoa parecida com você para treiná-la do que um perfil diferente.
Eu só acho um absurdo garotas daquela idade não conhecerem um símbolo de força feminina como foi a "Dama de Ferro", Margareth Thatcher.
Um absurdo aquela explicação da Marina sobre Jazz. Meu Deus, o que foi aquilo...jazz é a sintese da criatividade musical, do talento a flor da pele, o improviso levado ao extremo da beleza sonora. Ai vem ela com aquele papo rídiculo, com clichês organizacionais horrendos....
Um absurdo as duas querendo vender algo que elas mesmas não comprariam, no caso uma teria que "vender" a outra pro Justus.
E no mais a Marina já estava escolhida desde a prova do tal ferro velho. Ela é geniosa, ansiosa, impetuosa, esforçada ao extremo, cheia de idéias...do jeito que o véi gosta.
Eu até já postei que nenhum dos 2 perfis é o melhor, uma sintese dos 2 seria ideal. Mas a Marina tem 20 anos, ainda dá pra ser formada, modificar aspectos ruins. Já a Karina tem 25 anos, o que tornaria mais dificil, em tese, fazer uma formação profissional melhor.

Karina virou estagiaria da Vivo e Marina ganhou o milhão e vai trabalhar com o véi Justus.

Boa sorte, Marina.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MESA DE BAR - Onde as verdades afloram...

Quando um fornecedor te convida para um happy hour, fique experto!
Não é novidade pra ninguem que os caras querem ver você abrir o bico, entre goles de birita, sobre a demanda da empresa, sobre a possibilidade de dar "aquela forcinha" no produto deles, ou soltam a velha "uma mão lava a outra", enfim, todo tipo de cascata possível.
Eu trato meus fornecedores como parceiros, o que difere, e muito, como trato meus amigos. Eu os ajudo quando é conveniente para a minha empresa e sempre peço que eles ajam da mesma forma. Digo isso, porque só se conhece um representante(fornecedor) na informalidade, numa mesa de bar.
A empresa que trabalhei anos atrás tinhamos 3 ou 4 fornecedores para uma determinada peça de fabricação de máquinas, que consumia muito, um valor mensal absurdo. Sempre o mesmo fornecedor ganhava, o preço tava bom - não comprometia orçamento - entregava no prazo e ajudava nos imprevistos de produção. Eu nunca tinha me atentado a este fornecedor, porque ele realmente era um grande parceiro nosso. Eu assinava sem ver, grande erro.
Então, o natal...e aquelas confraternizações sem fim, bebida e comida a rodo. E fui para uma destas organizadas por este fornecedor.
Papo vai, papo vem, birita a toda... e o representante (fornecedor) começa a abrir o bico pro comprador, achando ele que eu já estava pra lá de Bagdá( é o novo...)

Representante: Calma, vai sair...
Comprador: Eu sei, tu nunca me faltou. Mas a prestação do carro tá atrasada, me adianta um aí fulano...
Representante: Amanhã eu vou te dar do meu bolso, porque você é meu parceiro...

Hehehehehehe! Eu ria por dentro. Nessas horas é bom ser prudente: não falar nada, virar a cara pro lado como se não tivesse reparando e deixar o papo correr solto.

Foi o que fiz. Esperei pra agir na semana seguinte.

Fui nas cotações deste fornecedor e vi que a diferença entre ele e os concorrentes era coisa de 1mil reais, proporcionalmente pouco. Daí deixei meu lado trator assumir, e fui ter com os outros, para ver a possibilidade de baixar preços e etc. Pasmem: consegui uma redução de custos de 4 a 5mil reais mensais, pois fechei um plano de fornecimento durante 6 meses. Com a reducao, eu pagava 2 Compradores e ainda sobrava um trocado.

Claro e evidente que eu demiti o comprador. Não discuti muito a sua saída, até porque não cabe a mim entender as motivações dele ter feito isto, ou se todo mundo aje assim, enfim, aqueles argumentos babacas de sempre.

Fato é que a birita mostrou a verdade e o velho cliche entrou em cena: contra fatos não há argumentos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O APRENDIZ 6 - FINAL KARINA x MARINA

Me pediram pra falar o que eu acho do perfil das finalistas do Aprendiz 6 e este tipo de liderança nas empresas.

A Scully, pra mim, (http://scullybbb.blogspot.com/) é a que comenta melhor os episódios do Aprendiz 6. Então, não vou comentar episódio.

(Ahh, antes de mais nada eu digo que torço para nenhuma das 2, visto que, na minha opinião, a Stephanie Paris (Nome de Miss de Colégio, ou de bairro) cresceu muito como pessoa - no quesito postura - no Aprendiz. Ela deveria ser a vencedora.)

São duas pessoas diferentes no perfil profissional. A Karina tem o perfil mais agregador, o tipo de lider que consegue fazer com que os liderados a sigam e meio que a protejam dos insucessos. Já a Marina é um trator, tipo de líder que vai alcançar os objetivos sempre, mesmo que pra isso tenha que usar de artifícios não muito bem vistos no meio profissional.

Com relação ao lado de cá, a vida profissional, o perfil tanto das duas é nocivo às empresas. Nocivo?! Sim!

Uma equipe que tem uma liderança tipo "Karina" geralmente atua pelas verdades do líder, sem uma visão crítica sobre os objetivos traçados. E o que é pior: defendem com unhas e dentes a liderança "Karina". Isso pode conduzir ao insucesso de qualquer coisa, e esta falta de bom senso propícia problemas de produtividade, eficiência, qualidade, aquelas coisas todas que nós sabemos. Já uma liderança "Marina" vai sempre ser a melhor no tocante aos aspectos citados anteriormente, porém o custo pra se chegar a isso são incalculáveis. O trator derruba tudo ao seu redor, chega no seu objetivo e isso é que acontece neste tipo de liderança: derruba os colegas, derruba a auto-estima, derruba princípios éticos. Enfim, tudo em nome da meta.

Eu já trabalhei com os 2 perfis, tanto sendo meus superiores, como colaboradores - atualmente meu superior é perfil "Karina/Marina" (o melhor, eu acho). São duas experiências dificeis, eu confesso.

Com um líder "Karina" aconteceu um dos momentos mais chatos da minha carreira profissional hehehehe!. Eu era um profissional em início de carreira. Fiquei maravilhado com o chefe, cheio de ideias, agregador, a equipe trabalhava pra ele sem cobrar hora extra. Fizemos dupla num projeto - basicamente era mudança de layout de produção. A ideia dele era sensacional, ao meu ver, e fomos pra frente, com aquele ar de coisa garantida, vitória fácil. Dai eu apresento o projeto pro Coordenador de Produção. Nossa, que fiasco! A ideia era tão boa, o resultado tão certo, que esquecemos do óbvio: custo de mudança de layout. E a culpa recaiu sobre mim, porque eu era o "colaborador" não o "gerente". Não fui demitido, mas aprendi desde aquele dia a não acreditar cegamente no chefe, sempre ser crítico e ter bom senso.

Na empresa que eu tive um líder "Marina" eu passei pouco tempo, porque aconteceu justamente o que falei: derrubou o colega(no caso, eu). Tinha um projeto enorme para apresentar, dias de trabalho, na última semana o cara teve a brilhante ideia de mudar o escopo. Como eu disse que não ía dá tempo para mudar, ele me derrubou do projeto e assumiu. Ele realmente concluiu o projeto no prazo, mas acabou perdendo o colega, porque a diretoria achou incompetência minha e má vontade - injustamente. O correto seria sentar, analisar a situacao e me mostrar realmente que daria tempo - coisa que eu faço hoje quando acontece estes imprevistos.

Imaginem estes casos acontecendo diariamente. Pois é, extremamente nocivo às empresas. O melhor perfil, pra mim, é "Karina/Marina": agrega, ideias compartilhadas, a equipe trabalha COM você - não para você - e no ultimo caso é que se tiver que derrubar, derruba.

Se fizerem uma pesquisa com os colaboradores, 10 em cada 10 apontariam este tipo de liderança como a melhor. Sabe por que? Porque faz a diferença, matendo princípios e melhorando continuamente.

RH - Intuição x Ferramentas de Gestão

O RH, na teoria, é o responsável direto pela gestão humana da empresa que, ao meu ver, é o principal ativo da empresa. Recrutamento, formação e desenvolvimento profissional, plano de cargos e salários, HST e etc. são de responsabilidade dos Gestores de Recursos Humanos. Enfim, teoria...
A prática mostra um problema gravíssimo no trabalho destes profissionais: uso excessivo de intuição, em detrimento das ferramentas aplicáveis a gestão de RH.
Um destes problemas aconteceu comigo.
Quando fui assumir a tal "coordenação" da empresa senti falta imediatamente de um(a) assistente. Fiz a solicitação - documentada, claro - para a criação do cargo e todas as prerrogativas do mesmo. Solicitação aprovada. Fiquei tranquilo, esperei ser chamado pelo RH para sugerir os conhecimentos e habildades necessárias para o novo colaborador.


SURPRESA!!!
Dois dias depois da solicitação, chega a notificação de que 4 pessoas foram selecionadas e que eu fosse entrevistá-las!


COMO?!?!?!
Comuniquei ao RH - documentado, claro - que não poderia fazer a entrevista visto que o perfil profissional não tinha sido definido ainda, já que eu não tinha sido procurado para sugestões (Fui sonso, admito). Então RH passa que o perfil profissional para o cargo de assistente já possui um padrão.

COMO É QUE É?!
Então um assistente de logística, um assistente de qualidade e um assistente de RH tem o mesmo perfil?!

Eu pensei: "Meu Deus, que preguiça..."

A lógica é que pelo menos tivessem 2 perfis diferentes: um para quem trabalha no Operacional e outro para o pessoal do Escritório. No MÍNIMO. Mas, pela intuição - não pelas ferramentas de gestão - o assistente assume atividades iguais em todos os setores, como um secretário.
Reuni-me com o RH, e foi aquele velho toma lá dá cá.

Olha o argumento escroto da Coordenadora:
"É porque se formos aprofundar nos perfis, os processos seletivos ficariam mais longos, custosos..."

E o outro argumento (se eu fosse o chefe dela, ela estaria demitida)
"Mas em muitos lugares é dessa forma..."

Isso pra mim é preguiça. Sabe como se diz para um profissional que ele está com preguiça?!
"Acho que você está supervalorizando o tempo das atividades que desempenha..." Hehehehe!

Eu não ía parar meu trabalho por causa da falta de um assistente. Problema é que eu já estava trabalhando 3 turnos, a diretoria viu isso e a própria diretora administrativa me notou bastante cansado.
Quando expliquei pra ela o que aconteceu, foi aquela revolução. Trezentas reuniões sem sentido algum, por uma coisa que poderia ser resolvida em 2 horas.

Sabem o resultado?!(Eu tenho até vergonha de dizer)
Criaram uma especie de "Assistente Especial", com um outro perfil padrão, e que, segundo RH - sim, eu escutei isso na sala de reuniões - "É uma assistente que não é assistente..."

Só faltaram os aplausos ao final da reunião.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

RH - Seus problemas sem soluções

Amigos,

Acabei de chegar de uma reunião cansativa de fim de expediente. Eu trabalho numa empresa de médio porte. Digamos que eu tenha um cargo de "coordenação" na área de logística/produção e uma equipe de mais de 50 colaboradores. Hoje tive uma sabatina da direção com relação aos meus indicadores. Com relação a produção, orçamento e gestão logística, ok! Mas o turnover...
O RH me chamou atenção sobre o turnover - rotatividade de empregados - na minha área. No frigir dos ovos: todo mês há mudança de 5% em média do quadro de colaboradores. Indíce altissimo, segundo o RH. Então a direção me pediu explicações sobre isso, visto que as despesas com MO aumentam com essa rotatividade.

O meu primeiro questionamento foi saber o que eu tinha a ver com aquilo!

Pedi dados sobre o clima organizacional, sobre o que os colaboradores achavam do meu setor, liderança e tra la la... Não me deram dados.

Depois perguntei porque os 2 colaboradores que indiquei para serem líderes não tinham sido aprovados e pediram desligamento para assumirem cargos de liderança em outra empresa. RH respondeu que não se enquadravam no perfil da "nossa" empresa (mas pra concorrência, enquadravam).

Depois questionei o RH o porquê dos meus pedidos para alterarem 3 Operadores de Produção III para Operadores de Produção II - salário melhor, cargo melhor, etc... não foram atendidos. RH informou que os colaboradores não se enquadravam no perfil de Operadores de Produção II da "nossa" empresa.

OK!Virei pro diretor e disse: "Problema não é meu, problema é de RH." E continuei...

Não há pessoas dedicadas e qualificadas que persistam em uma empresa, cujo o RH não facilita o crescimento profissional destas. Imaginem uma hipótese de fulano, 10 anos de empresa, não asssumir uma liderança de equipe por não ter feito 2 cursos de reciclagem interna de procedimentos da empresa?!
O RH precisa sair das salas e ir ao chão-de-fábrica. Precisa ver o colaborador no seu local de trabalho, não sentado a sua frente, respondendo questionários os quais eles não tem a menor ideia pra que servem.

Houve um toma lá dá cá, RH x Logística/Produção.

Resumo da história: me deram os parabéns pelo trabalho e os questionamentos e solicitaram ao RH um Plano de Ação Urgente a fim de minimizar os turnovers.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Marketing: ruim sem ele, pior com ele

Na teoria, o marketing advém da logística, sendo estudado mais especificamente pela sua importância em atrair o consumidor para determinado tipo de produto, ou para desenvolver certo nincho de mercado. Como tudo que vem da logística, marketing é pra FACILITAR também a vida do cliente. Olha a propaganda da SAGA abaixo, veículada em Fortaleza.


O responsável pela campanha quis causar um impacto e atrair a atenção do consumidor não facilitando e colocando as parcelas invertidas. Sem dúvida, atrai demais a curiosidade do consumidor. O sujeito inverteu um dos princípios de marketing e conseguiu, a meu ver, atrair o consumidor de maneira simples e diferente.

A dica foi dada pela empregada daqui de casa, Didinha. Ela tava pegando uns jornais para enxugar o chão molhado da garagem, quando eu a vi correndo para o alpendre atrás de um espelho e colocou do lado do jornal para enxergar as parcelas.

DETALHE: isso não funciona!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ergonomia, resolva isso pra mim.

A tal da Ergonomia se preocupa com as condições de trabalho do sujeito. Então, Ergonomia, segura essa ai ó...



O cara está com a coluna toda dobrada, realizando esforços repetitivos. É a maneira mais rápida de pregar "estas táuba", como diria Tonhão Nervoso, grande Mestre de Obras.
Simplesmente não dá! O que eu mais destestava na faculdade era o nosso professor dizer que tudo - eu disse, TUDO - deveria ter um trabalho ergonômico. Todo professor puxa pro seu lado, mas esse caso ai!! Alguem sugere um novo método?!?! Duviiiido!

A "Premera"....

A primeira postagem é sempre a mais dificil. Ok, vamos a segunda...