Pessoal,
Desde o dia 4/11/2009 não posto! Isto aconteceu porque tive que trabalhar loucamente estes dias, sem folgas. Foram 47 dias de trabalho, com média de 12hs trabalhadas por dia, totalizando 564hs, o que equilave, para a nossa empresa, como se eu tivesse trabalhado em torno de 64 dias! Estou 9kg mais magro e minha mulher ficou bastante contente, neste aspecto! :D
Todo final de ano é correria nas indústrias, pelo aumento da demanda gerado pelo tal 13° salário e as festas de fim de ano. Até ai tudo normal, porém eu fiz uma "besteira", ai tive que trabalhar mais ainda
A tal besteira foi simples: eu reduzi os custos dos produtos. E, consequentemente, Vendas diminui o preço dos mesmos e, consequentemente, o mercado veio a nós como lobos famintos! E a redução de custos foi basicamente no aumento da produção sem mexer muito com os custos praticados, obviamente.
Eu, junto com a turma, naquela semana que parei de postar, fomos à "caixinha de sugestões" que tinha na empresa e ninguem utilizava. Para cada sugestão dada por um funcionário caso fosse aceita, o mesmo ganhava uma cesta básica imensa - ponto positivo para o RH. Mas do que adianta fazer isso se ninguém utilizava?! - ponto negativo para o RH. Então eu e meus colegas começamos a fazer uma triagem das sugestões que envolviam as linhas de produção, almoxarifado e logística.
Dentre as sugestões, o Ciclano, da manutenção, sugeriu uma alteração de fornecedor das peças de umas máquinas que rodam 24hs nesta época do ano - mesmo assim, ela ainda é gargalo - e que quebram com frequência, pois as máquinas são antigas e a solução é comprar outras mais modernas, fato que a diretoria ainda não quis fazer. A tal peça quebra sempre de uma ora pra outra e a sua reposição exige pelo menos 4horas para manutenção - esperar vir a assistência técnica, esfriar a máquina, colocar a peça, fazer os testes, novo setup... Quando a máquina começa a operar, ela ainda gasta outra peça, pois por ser velha, o eixo de encaixe da peça está alguns graus abaixo do correto e só Deus sabe como ela ainda funciona. O Ciclano ouviu dizer que havia outro fornecedor no mercado com uma peça 100% mais cara, porém nunca o pessoal comprou porque não passava pelo crivo do Diretor, na hora do pedido.
Chamei o Ciclano, falamos com o fornecedor. A peça nova é ligeiramente maior, mais fácil de encaixar e ela tem uma durabilidade maior que a outra, não precisando fazer paradas preventivas na máquina. Falei com o diretor e ele aprovou. Aumentou-se os custos de manutenção em quase 5mil reais, mas, meus amigos, a máquina não só parou de "parar" - heheheh - como também aumentou a produtividade do gargalo em 30%!
Tudo bem, outro gargalo se formara na linha de produção mesmo. E, em resumo, fiz uma mudança de layout, reprogramei com o PCP, mantive o mesmo pessoal da casa e terceirizado - para a demanda de fim de ano - e não deu outra: 30% de produtos a mais no final do processo. Quando Vendas olhou praquele estoque, o Gerente de Vendas quase chorou de emoção - hheheheh - baixou o preço e o mercado veio como num passe de mágica! Ficamos, em média, com os produtos 15% mais barato que todo o mercado, pedidos do nordeste inteiro, da região norte, centro-oeste, começaram a vir. E aí começou o sufoco!
Não partiu de mim a redução do preço até porque eu sei que a expedição e transportes poderia se tornar um gargalo, pois precisariamos de mais frete e esse ano é muito difícil isto. Não deu outra, a produção a pino e a logística toda desgraçada! Caminhões quebravam em Belém, São Luis, Teresina, conteineres não eram entregues no prazo, aquela zorra. O pessoal da expedição nunca tinha visto, e eles me falaram isso, na vida deles uma correria sem fim. Eu dormia com celular do lado e sempre tinha bronca pra resolver. Acordei na madrugada várias vezes falando com Posto fiscal, principalmente na regiião Norte e Centro Oeste, com nossa mercadoria parada, querendo algum "toco", "agrado", "o do café". Até PRF parava a gente, até porque a nossa carga ainda não era tão conhecida por aquelas bandas. Mas como tudo estava correto eles passavam. Muito caminhão quebrado - pois recorremos àqueles caminhões que esta época do ano são preteridos pelos grandes, pois são antigos - e nisso, muitas vezes outro frete nosso estava por perto e ajudava, ou fazia frete entre o ponto de parada do caminhão e o destino.
Estes são so alguns problemas que relato, outros mais tiveram. O ritmo foi frenético, até eu manobrei empilhadeiras - hehehehe! O próprio Diretor foi pra vendas pra coordenar os excessos de pedidos e aqueles que não poderia atender. Ele trouxe uns rádios para a gente se comunicar diretamente porque eu andava a fábrica, a expedição, financeiro com o notebook e ele estava se comunicando comigo de hora em hora, pra saber se já tinhamos atingindo a programação semanal, se batia vendas x produção. Não era incomum ver a expedição sem nenhum produto em certos dias.
Ontem foi a reunião com todos os gerentes para divulgação das metas. A reunião foi exatamente as 21hs da noite. O Faturamento projetado nos meses de outubro, novembro e dezembro, aumentou em quase 50% os custos de produto aumentaram 4,5%. A lucratividade teve um incremento de 22%. O diretor estava tão feliz de um jeito que não sabia nem o que falar para todo mundo. Foi uma salva de palmas para todos, abraços calorosos o pessoal de vendas chorando - claro, quanto eles não ganharam de comissão extra. Foi aquela coisa.
Depois, ele me chamou no canto. Agradeceu-me demais e perguntou o que eu queria. Eu passei pra ele a lista das pessoas que mudaram pra valer a produção - incluindo o Ciclano - e outros 4. Pedi que chamassem eles, discretamente, desse os parabéns, um "agrado" por fora e, no momento propício, promoção. Ele aceitou tudo e prometeu de fazer isso hoje ainda. E para mim eu pedi recesso, porque não aguentava mais nem escutar a voz dele! Ele riu bastante, me deu o recesso e um cheque, por fora claro - nunca havia acontecido comigo - para que pudesse sair de "férias" e me presenteou com um belo Uísque Blue Label. Tomei metade ontem, morrendo de pena, mas tomei!
E hoje, à noite, viajo para o RJ, volto só dia 6/1/2010. Até lá sem posts, muita diversão e principalmente, muito alcoooooooooooooooooooool! HeheHEHE!
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
RH - A eterna contradição: há vagas, faltam perfis.
Pessoal,
Demorei muito porque, como dissera, a fábrica anda pegando fogo. Quase 10 dias depois, eu volto a postar!
No post anterior - Concurso Público x Mercado... - eu falei sobre a vaga de analista que ficaria ociosa por falta de gente qualificada para assumir, visto que o perfil pretendido, as responsabilidades e o salário proposto não se encaixavam a ninguém. Pois bem, nestes 10 dias o RH entrevistou 15 candidatos e não conseguiu me retornar qualquer coisa. Segue-se o diálogo:
Eu: Meu bem, eu preciso desta pessoa com urgência! Modifique o perfil, o que seja...
Ger.RH: Queridinho, não se muda os padrões do jeito que você deseja, não! O perfil de Analista foi proposto quando...
Eu: Olha, mude este perfil! Se Analista está ruim no mercado, procure Coordenador de Logística e dobre o salário que você acha...
Ger.RH: Ahhhh, mas assim não pode. Aumentar MOD do teu setor, sem mais nem menos....
EU: Putz...
A empresa tem, atualmente, 5 cargos vagos, nas áreas de qualidade, produção e manutenção. Isto já vem antes de eu entrar! Tudo isto se deve ao tal perfil que o RH tenta padronizar - melhora muito a gestão de pessoas, mas por ser inflexível gera estes problemas. Eu, tentando ajudar RH, indiquei umas 10 pessoas para as vagas de Produção e Qualidade e nenhum foi aceito. Sempre batia no perfil, principais problemas que eu vejo:
1. A pessoa não tem a graduação e/ou pós-graduação exigida para o cargo;
2. Não tem experiência específica na função e/ou na área;
3. O salário pretendido é maior do que o proposto;
4. Não tem o perfil comportamental proposto pelo RH; e
5. Não trabalhou em empresas do mesmo porte.
Eu puderia detalhar os pontos, mas não vou fazer. O que importa é a falta de lógica nos certames, principalmente quando a pessoa não entra pelos motivos 1 e 2. Eu falei para o RH que não admitiria mais motivos 1 e 2 por eu não ter candidatos para entrevistar. Por exemplo, o sujeito é comprador a 10 anos, tem graduação e não poder ser entrevistado para Supervisor de Logística que exige experiência na área e Pós?! Isto é um absurdo! Isto acontece quase todo dia, alias!
Demorei muito porque, como dissera, a fábrica anda pegando fogo. Quase 10 dias depois, eu volto a postar!
No post anterior - Concurso Público x Mercado... - eu falei sobre a vaga de analista que ficaria ociosa por falta de gente qualificada para assumir, visto que o perfil pretendido, as responsabilidades e o salário proposto não se encaixavam a ninguém. Pois bem, nestes 10 dias o RH entrevistou 15 candidatos e não conseguiu me retornar qualquer coisa. Segue-se o diálogo:
Eu: Meu bem, eu preciso desta pessoa com urgência! Modifique o perfil, o que seja...
Ger.RH: Queridinho, não se muda os padrões do jeito que você deseja, não! O perfil de Analista foi proposto quando...
Eu: Olha, mude este perfil! Se Analista está ruim no mercado, procure Coordenador de Logística e dobre o salário que você acha...
Ger.RH: Ahhhh, mas assim não pode. Aumentar MOD do teu setor, sem mais nem menos....
EU: Putz...
A empresa tem, atualmente, 5 cargos vagos, nas áreas de qualidade, produção e manutenção. Isto já vem antes de eu entrar! Tudo isto se deve ao tal perfil que o RH tenta padronizar - melhora muito a gestão de pessoas, mas por ser inflexível gera estes problemas. Eu, tentando ajudar RH, indiquei umas 10 pessoas para as vagas de Produção e Qualidade e nenhum foi aceito. Sempre batia no perfil, principais problemas que eu vejo:
1. A pessoa não tem a graduação e/ou pós-graduação exigida para o cargo;
2. Não tem experiência específica na função e/ou na área;
3. O salário pretendido é maior do que o proposto;
4. Não tem o perfil comportamental proposto pelo RH; e
5. Não trabalhou em empresas do mesmo porte.
Eu puderia detalhar os pontos, mas não vou fazer. O que importa é a falta de lógica nos certames, principalmente quando a pessoa não entra pelos motivos 1 e 2. Eu falei para o RH que não admitiria mais motivos 1 e 2 por eu não ter candidatos para entrevistar. Por exemplo, o sujeito é comprador a 10 anos, tem graduação e não poder ser entrevistado para Supervisor de Logística que exige experiência na área e Pós?! Isto é um absurdo! Isto acontece quase todo dia, alias!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Concurso Publico x Mercado 2 - E as coisas piorando...
Pessoal,
No dia 7/7/9 eu fiz este post: http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/concurso-publico-x-mercado.html
No final, eu colocava a seguinte coisa:
"O que me preocupa, e me faz trazer o assunto, é a perda de talentos pelo mercado. Dos meus 14 amigos íntimos e profissionais, todos estavam no mercado. Apenas eu e mais 7 continuamos na iniciativa privada. E dos 7, 4 estudam para concurso público e 1 espera nomeação. Todos talentosos e competentes nas suas áreas. Imaginem esta estatística expandida para todo país, guardada as devidas proporções?!
É um alerta para o mercado. "
Então aconteceu comigo nesta nova fábrica de perder 3 profissionais nestes 10 dias para os concursos públicos. Um, foi nomeado, os outros dois, pegaram seu FGTS, recisão e seguro desemprego e vão estudar pro BACEN. Se fossem dos tipos nocivos que citei aqui no blog, eu não estaria preocupado. Mas, de longe, eram os 3 melhores profissionais do meu setor. E digo mais: são os melhores de toda a fábrica, da diretoria até auxiliar de zeladoria!
Quando o 1° saiu, eu consegui suprir a saída deste a duras penas enquanto o RH, em caráter de urgência, procurava no mercado. Daí eu mal tinha tempo para almoçar, pois este cara era Supervisor de Logística - Almoxarifado e a movimentação na fábrica, principalmente pela chegada do FDA, estava intensa. Mas no sacrifício fui levando, controlando todos os dados, respondendo pelos embarques e etc. 4 dias depois sai outro: Supervisor de Produção - encarregado das linhas. Tirei um Operador mais experiente da linha para controlar, enquanto eu dava algum suporte, juntamente com o Chefe de Produção. Fechando os 10 dias, sai o meu braço direito: Analista de Logística - encarregado das melhorias de linha, controle de qualidade, CEP e etc. Ai eu pedi penico!
Depois da saída deste último, cheguei azul de preocupação no RH. . Dei o telefone de 3 pessoas com quem já trabalhei que poderiam substituir, no mesmo nível. Tive reuniões calorosas com a Diretoria que, por estar longe do chão de fábrica, achava que não precisava de urgência, que dava para tocar sem eles. O RH, da mesma forma, pediu paciência pois já tinha começado processo seletivo para substituição do 1° que saiu.
E como eles se convenceram?!?! Da pior maneira possível...
Na semana passada houve o seguinte desastre: 3 linhas de produção pararam por cerca de 4 horas - sem o Supervisor, a Manutenção se desorientou e não fez os reparos programados e preventivos e 10 caminhões estavam parados, há mais de 2 dias, esperando pelo Almoxarifado e Produção liberar material. Quando ficou desta forma, a Diretoria entrou em pânico! Eu chamei a Gerente de RH e mostrei o desastre. O Diretor, depois da merda acontecer, pediu para eu chamar o pessoal que eu tinha no mesmo dia. Claro que não dava, todos empregados, bem empregados. A GER.RH ligou la do chão de fabrica para os números que eu dera e começou as negociações. Os três são profissionais e colegas meu de fé.
Eu precisava com mais urgência do Supervisor de Produção. O Zé pediu o dobro do salário que ele ganhava na fábrica que eu trabalhei antes desta. O RH rejeitou. Ligaram para mais 2, no mesmo perfil, que o pessoal da Qualidade e Manutenção indicou e ambos não quiseram. O RH retornou e fechou com o Zé. Ele saiu, oficialmente da fábrica, hoje, mas estava trabalhando no sábado e domingo comigo.
Para o Almoxarifado liguei para aquela pessoa que ajudei, salientado em tópicos passados (http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/rh-claro-que-ia-acontecer-comigo-tambem.html). Pediu 70% a mais do que ganhava. RH, de praxe, rejeitou. Foram atrás de outros, nada feito. Retornou e fechou com Fulano que vai sair oficialmente amanhã da empresa, mas já trabalhou comigo no sábado e domingo. E o Analista?! Este realmente vai demorar, porque é muito difícil encontrar alguém do mesmo porte que esteja afim de ganhar o que a empresa quer. Para terem idéia, ligaram para um ex-colaborador da empresa, que já havia trabalhado na mesma função, mas hoje o cara é Coordenador de Produção e não viria por menos do triplo que ganhava o Analista antigo.
Como eu entrei agora, praticamente, nesta empresa, não teria como eu diminuir os impactos destas saídas. A nossa gestão deixa muitas coisas na mão das pessoas, sem procedimentos, ou sem pessoas que possam substituir de imediato, matendo o mesmo ritmo. Isto eu comecei a mudar, mas vai demorar mais uns 6 meses pra obter resultados.
O que estou tentando fazer é ilustrar como o Serviço Publico anda tomando certas pessoas competentes e talentosas da iniciativa privada. E estas coisas tem acontecido de tal maneira que estes problemas tendem a ser cada vez mais rotineiros no mercado, pois os empregados que passaram em concursos não querem nem ouvir uma contra-proposta por parte da empresa. Saem de forma súbita. E o que estou antevendo é o aumento gradativo dos salários de certos cargos para que as pessoas não saiam e isto aconteceu agora. O mercado deve repensar isto.
No dia 7/7/9 eu fiz este post: http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/concurso-publico-x-mercado.html
No final, eu colocava a seguinte coisa:
"O que me preocupa, e me faz trazer o assunto, é a perda de talentos pelo mercado. Dos meus 14 amigos íntimos e profissionais, todos estavam no mercado. Apenas eu e mais 7 continuamos na iniciativa privada. E dos 7, 4 estudam para concurso público e 1 espera nomeação. Todos talentosos e competentes nas suas áreas. Imaginem esta estatística expandida para todo país, guardada as devidas proporções?!
É um alerta para o mercado. "
Então aconteceu comigo nesta nova fábrica de perder 3 profissionais nestes 10 dias para os concursos públicos. Um, foi nomeado, os outros dois, pegaram seu FGTS, recisão e seguro desemprego e vão estudar pro BACEN. Se fossem dos tipos nocivos que citei aqui no blog, eu não estaria preocupado. Mas, de longe, eram os 3 melhores profissionais do meu setor. E digo mais: são os melhores de toda a fábrica, da diretoria até auxiliar de zeladoria!
Quando o 1° saiu, eu consegui suprir a saída deste a duras penas enquanto o RH, em caráter de urgência, procurava no mercado. Daí eu mal tinha tempo para almoçar, pois este cara era Supervisor de Logística - Almoxarifado e a movimentação na fábrica, principalmente pela chegada do FDA, estava intensa. Mas no sacrifício fui levando, controlando todos os dados, respondendo pelos embarques e etc. 4 dias depois sai outro: Supervisor de Produção - encarregado das linhas. Tirei um Operador mais experiente da linha para controlar, enquanto eu dava algum suporte, juntamente com o Chefe de Produção. Fechando os 10 dias, sai o meu braço direito: Analista de Logística - encarregado das melhorias de linha, controle de qualidade, CEP e etc. Ai eu pedi penico!
Depois da saída deste último, cheguei azul de preocupação no RH. . Dei o telefone de 3 pessoas com quem já trabalhei que poderiam substituir, no mesmo nível. Tive reuniões calorosas com a Diretoria que, por estar longe do chão de fábrica, achava que não precisava de urgência, que dava para tocar sem eles. O RH, da mesma forma, pediu paciência pois já tinha começado processo seletivo para substituição do 1° que saiu.
E como eles se convenceram?!?! Da pior maneira possível...
Na semana passada houve o seguinte desastre: 3 linhas de produção pararam por cerca de 4 horas - sem o Supervisor, a Manutenção se desorientou e não fez os reparos programados e preventivos e 10 caminhões estavam parados, há mais de 2 dias, esperando pelo Almoxarifado e Produção liberar material. Quando ficou desta forma, a Diretoria entrou em pânico! Eu chamei a Gerente de RH e mostrei o desastre. O Diretor, depois da merda acontecer, pediu para eu chamar o pessoal que eu tinha no mesmo dia. Claro que não dava, todos empregados, bem empregados. A GER.RH ligou la do chão de fabrica para os números que eu dera e começou as negociações. Os três são profissionais e colegas meu de fé.
Eu precisava com mais urgência do Supervisor de Produção. O Zé pediu o dobro do salário que ele ganhava na fábrica que eu trabalhei antes desta. O RH rejeitou. Ligaram para mais 2, no mesmo perfil, que o pessoal da Qualidade e Manutenção indicou e ambos não quiseram. O RH retornou e fechou com o Zé. Ele saiu, oficialmente da fábrica, hoje, mas estava trabalhando no sábado e domingo comigo.
Para o Almoxarifado liguei para aquela pessoa que ajudei, salientado em tópicos passados (http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/rh-claro-que-ia-acontecer-comigo-tambem.html). Pediu 70% a mais do que ganhava. RH, de praxe, rejeitou. Foram atrás de outros, nada feito. Retornou e fechou com Fulano que vai sair oficialmente amanhã da empresa, mas já trabalhou comigo no sábado e domingo. E o Analista?! Este realmente vai demorar, porque é muito difícil encontrar alguém do mesmo porte que esteja afim de ganhar o que a empresa quer. Para terem idéia, ligaram para um ex-colaborador da empresa, que já havia trabalhado na mesma função, mas hoje o cara é Coordenador de Produção e não viria por menos do triplo que ganhava o Analista antigo.
Como eu entrei agora, praticamente, nesta empresa, não teria como eu diminuir os impactos destas saídas. A nossa gestão deixa muitas coisas na mão das pessoas, sem procedimentos, ou sem pessoas que possam substituir de imediato, matendo o mesmo ritmo. Isto eu comecei a mudar, mas vai demorar mais uns 6 meses pra obter resultados.
O que estou tentando fazer é ilustrar como o Serviço Publico anda tomando certas pessoas competentes e talentosas da iniciativa privada. E estas coisas tem acontecido de tal maneira que estes problemas tendem a ser cada vez mais rotineiros no mercado, pois os empregados que passaram em concursos não querem nem ouvir uma contra-proposta por parte da empresa. Saem de forma súbita. E o que estou antevendo é o aumento gradativo dos salários de certos cargos para que as pessoas não saiam e isto aconteceu agora. O mercado deve repensar isto.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
E os estagiários?!
Pessoal,
No post de terça feira passada
(http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/10/estagiarios-funcao-remunerada-e-nao.html ) eu falei da situação dos estagiários daqui, que estão executando funções de efetivos, com responsabilidades de efetivos mas com carteira de estagiário. RH me passou ontem uma posição, objetivamente me deram carta branca pra fazer o que quisesse - isto aqui é ordem, provavelmente, da diretoria.
Então ontem mesmo, depois do expediente, reuni-me com os meninos e o pessoal de chefia. Falei para eles o que eu penso a cerca de estágios. Disse que as funções desempenhadas pelos 4 são de efetivos e não seria justo para eles assumirem tais responsabilidades, visto que a empresa os trata na condição de aprendizes. O RH faz o acompanhamento dos meninos, querendo saber se eles estão gostando e tra la la. Nós tb avaliamos periodicamente, dando notas. Os meninos são bons, inteligentes e comprometidos. Mas o ponto principal deste problema é a injustiça de como tratá-los. Expliquei tudo isso a eles.
Decidi ali que no próximo mês iriamos fazer uma redução gradativa e que eles se sentissem a vontade de ir atrás de empregos ou novos estágios. Exceto um, que eu já escolhi para efetivar. Este já se forma no final do ano, faz cadeiras somente a noite e me disse que sua monografia já está em fase de conclusão. Também, pelo que avaliei neste período, é o melhor dentre os demais e, aparentemente, tem perfil para assumir chefia ou outro cargo importante daqui a 1 ou 2 anos. Também trarei uma Assistente de Logística, para trabalhar com cadastro, inserção de dados e coleta de informações na linha de produção.
Esta nova função, que chamei de Analista Logístico, vai englobar a maioria das funções dos demais, trabalhando num período fechado de 40hs, focado em projetos de melhoria, fluxo de informações e materiais, coleta e interpretação de dados de nível de serviço e outras coisas. Apesar de aumentar os custos fixos em relacao a quando era estagiários, pois o garoto, contando salario, impostos, ps, po, vt, cesta, pnl, no longo prazo isto se torna pagável. Por que? Respondo através dos erros comum de estagiários na linha de produção.
1. Erro no sequenciamento da produção. Tem idiotas que colocam estagiário pra fazer isso e sempre "dá buxo", porque o carinha anda preocupado com faculdade e trabalho, tendendo a esquecer algo aqui e ali. Isto causa parada não programada de máquinas ou linhas, logo: menos produtos acabados, maior impacto dos custos fixos no PF e, em certos casos, perda de vendas e clientes.
2. Conferência de expedição. Eu já vi, não nesta empresa, caminhão voltar do meio do caminho por troca de NF´s, falta de conhecimento de embarque. Cara, isto é coisa extremamente importante, como colocar para um estagiário?!
3. Organizar Área de Produto Acabado. É o fim, até porque isto é pra ser feito pela Chefia de Expedição, para diminuir os tempos de carrego dos caminhões.
E etc....
Estes erros quando somados geram custos indevidos importantes na análise da gestão produtiva. Assim, esta minha tomada de decisão visa diminuir isto e, pela minha experiência, sempre dá certo.
No post de terça feira passada
(http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/10/estagiarios-funcao-remunerada-e-nao.html ) eu falei da situação dos estagiários daqui, que estão executando funções de efetivos, com responsabilidades de efetivos mas com carteira de estagiário. RH me passou ontem uma posição, objetivamente me deram carta branca pra fazer o que quisesse - isto aqui é ordem, provavelmente, da diretoria.
Então ontem mesmo, depois do expediente, reuni-me com os meninos e o pessoal de chefia. Falei para eles o que eu penso a cerca de estágios. Disse que as funções desempenhadas pelos 4 são de efetivos e não seria justo para eles assumirem tais responsabilidades, visto que a empresa os trata na condição de aprendizes. O RH faz o acompanhamento dos meninos, querendo saber se eles estão gostando e tra la la. Nós tb avaliamos periodicamente, dando notas. Os meninos são bons, inteligentes e comprometidos. Mas o ponto principal deste problema é a injustiça de como tratá-los. Expliquei tudo isso a eles.
Decidi ali que no próximo mês iriamos fazer uma redução gradativa e que eles se sentissem a vontade de ir atrás de empregos ou novos estágios. Exceto um, que eu já escolhi para efetivar. Este já se forma no final do ano, faz cadeiras somente a noite e me disse que sua monografia já está em fase de conclusão. Também, pelo que avaliei neste período, é o melhor dentre os demais e, aparentemente, tem perfil para assumir chefia ou outro cargo importante daqui a 1 ou 2 anos. Também trarei uma Assistente de Logística, para trabalhar com cadastro, inserção de dados e coleta de informações na linha de produção.
Esta nova função, que chamei de Analista Logístico, vai englobar a maioria das funções dos demais, trabalhando num período fechado de 40hs, focado em projetos de melhoria, fluxo de informações e materiais, coleta e interpretação de dados de nível de serviço e outras coisas. Apesar de aumentar os custos fixos em relacao a quando era estagiários, pois o garoto, contando salario, impostos, ps, po, vt, cesta, pnl, no longo prazo isto se torna pagável. Por que? Respondo através dos erros comum de estagiários na linha de produção.
1. Erro no sequenciamento da produção. Tem idiotas que colocam estagiário pra fazer isso e sempre "dá buxo", porque o carinha anda preocupado com faculdade e trabalho, tendendo a esquecer algo aqui e ali. Isto causa parada não programada de máquinas ou linhas, logo: menos produtos acabados, maior impacto dos custos fixos no PF e, em certos casos, perda de vendas e clientes.
2. Conferência de expedição. Eu já vi, não nesta empresa, caminhão voltar do meio do caminho por troca de NF´s, falta de conhecimento de embarque. Cara, isto é coisa extremamente importante, como colocar para um estagiário?!
3. Organizar Área de Produto Acabado. É o fim, até porque isto é pra ser feito pela Chefia de Expedição, para diminuir os tempos de carrego dos caminhões.
E etc....
Estes erros quando somados geram custos indevidos importantes na análise da gestão produtiva. Assim, esta minha tomada de decisão visa diminuir isto e, pela minha experiência, sempre dá certo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ações intempestivas - Não faça isso
Pessoal,
Mais uma vez postando pelo vício! HehehehE!
Um post curto.
O Ger. de Manutenção desta nossa empresa é tapado. Não sabe as técnicas de manutenção preventiva ou preditiva. Não faz nenhum tipo de tabulação dos principais defeitos, dando causas e efeitos. É um grande problema.
Uma linha da fábrica parou ontem porque o Ger.Man simplesmente não fez estoque de rolamento de uma máquina, que é o 1o elo da cadeia. E colocou a culpa no setor de Compras e Almoxarifado, que deveria controlar isto.
Chamei-o para o canto. E trocamos gentilezas...
Eu: A culpa é sua, pare de colocar a culpa nos outros!
Ger.Man.: Tu chegou agora e já quer cantar de galo...
Eu: Cantar de Galo?! Que linguajar é esse peão?! Culpa é sua e eu quero a máquina rodando hoje ainda!
Ger. Man.: Vai te lascar!
(HAEhaehaEHEhAHEhaehAHE, eu quis rir na hora!)
Eu: Infelizmente, aqui não tem Gerência. Acho que vou ter que assumir seu papel tb...
Ele ficou com ódio. Resolvi o problema do meu jeito. Nosso diretor chamou a gente pra conversar e para fazermos as pazes. Chamou-me atenção e a ele também. Mas eu saí por cima:
Eu: Doutor Fulano, só para constar: esta parada na linha por causa de um rolamento, custou a empresa mais de 15 mil reais. Precisamos de PCM.
Ger.Man: Começou o linguajar dificil, aqui ele só fala pra ele....
Eu: Dificil?!?! PCM?!?! Tu não sabe o que é PCM?!?! É Planejamento e Controle da Manutenção...
Ger.Man: Sim, sim eu sei, é aquelas planilhas que o Doutor Fulano pediu pra gente fazer....
Meu deus, tapado do cão!
Mais uma vez postando pelo vício! HehehehE!
Um post curto.
O Ger. de Manutenção desta nossa empresa é tapado. Não sabe as técnicas de manutenção preventiva ou preditiva. Não faz nenhum tipo de tabulação dos principais defeitos, dando causas e efeitos. É um grande problema.
Uma linha da fábrica parou ontem porque o Ger.Man simplesmente não fez estoque de rolamento de uma máquina, que é o 1o elo da cadeia. E colocou a culpa no setor de Compras e Almoxarifado, que deveria controlar isto.
Chamei-o para o canto. E trocamos gentilezas...
Eu: A culpa é sua, pare de colocar a culpa nos outros!
Ger.Man.: Tu chegou agora e já quer cantar de galo...
Eu: Cantar de Galo?! Que linguajar é esse peão?! Culpa é sua e eu quero a máquina rodando hoje ainda!
Ger. Man.: Vai te lascar!
(HAEhaehaEHEhAHEhaehAHE, eu quis rir na hora!)
Eu: Infelizmente, aqui não tem Gerência. Acho que vou ter que assumir seu papel tb...
Ele ficou com ódio. Resolvi o problema do meu jeito. Nosso diretor chamou a gente pra conversar e para fazermos as pazes. Chamou-me atenção e a ele também. Mas eu saí por cima:
Eu: Doutor Fulano, só para constar: esta parada na linha por causa de um rolamento, custou a empresa mais de 15 mil reais. Precisamos de PCM.
Ger.Man: Começou o linguajar dificil, aqui ele só fala pra ele....
Eu: Dificil?!?! PCM?!?! Tu não sabe o que é PCM?!?! É Planejamento e Controle da Manutenção...
Ger.Man: Sim, sim eu sei, é aquelas planilhas que o Doutor Fulano pediu pra gente fazer....
Meu deus, tapado do cão!
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