segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Concurso Publico x Mercado 2 - E as coisas piorando...

Pessoal,

No dia 7/7/9 eu fiz este post: http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/concurso-publico-x-mercado.html
No final, eu colocava a seguinte coisa:

"O que me preocupa, e me faz trazer o assunto, é a perda de talentos pelo mercado. Dos meus 14 amigos íntimos e profissionais, todos estavam no mercado. Apenas eu e mais 7 continuamos na iniciativa privada. E dos 7, 4 estudam para concurso público e 1 espera nomeação. Todos talentosos e competentes nas suas áreas. Imaginem esta estatística expandida para todo país, guardada as devidas proporções?!

É um alerta para o mercado.
"

Então aconteceu comigo nesta nova fábrica de perder 3 profissionais nestes 10 dias para os concursos públicos. Um, foi nomeado, os outros dois, pegaram seu FGTS, recisão e seguro desemprego e vão estudar pro BACEN. Se fossem dos tipos nocivos que citei aqui no blog, eu não estaria preocupado. Mas, de longe, eram os 3 melhores profissionais do meu setor. E digo mais: são os melhores de toda a fábrica, da diretoria até auxiliar de zeladoria!

Quando o 1° saiu, eu consegui suprir a saída deste a duras penas enquanto o RH, em caráter de urgência, procurava no mercado. Daí eu mal tinha tempo para almoçar, pois este cara era Supervisor de Logística - Almoxarifado e a movimentação na fábrica, principalmente pela chegada do FDA, estava intensa. Mas no sacrifício fui levando, controlando todos os dados, respondendo pelos embarques e etc. 4 dias depois sai outro: Supervisor de Produção - encarregado das linhas. Tirei um Operador mais experiente da linha para controlar, enquanto eu dava algum suporte, juntamente com o Chefe de Produção. Fechando os 10 dias, sai o meu braço direito: Analista de Logística - encarregado das melhorias de linha, controle de qualidade, CEP e etc. Ai eu pedi penico!

Depois da saída deste último, cheguei azul de preocupação no RH. . Dei o telefone de 3 pessoas com quem já trabalhei que poderiam substituir, no mesmo nível. Tive reuniões calorosas com a Diretoria que, por estar longe do chão de fábrica, achava que não precisava de urgência, que dava para tocar sem eles. O RH, da mesma forma, pediu paciência pois já tinha começado processo seletivo para substituição do 1° que saiu.

E como eles se convenceram?!?! Da pior maneira possível...

Na semana passada houve o seguinte desastre: 3 linhas de produção pararam por cerca de 4 horas - sem o Supervisor, a Manutenção se desorientou e não fez os reparos programados e preventivos e 10 caminhões estavam parados, há mais de 2 dias, esperando pelo Almoxarifado e Produção liberar material. Quando ficou desta forma, a Diretoria entrou em pânico! Eu chamei a Gerente de RH e mostrei o desastre. O Diretor, depois da merda acontecer, pediu para eu chamar o pessoal que eu tinha no mesmo dia. Claro que não dava, todos empregados, bem empregados. A GER.RH ligou la do chão de fabrica para os números que eu dera e começou as negociações. Os três são profissionais e colegas meu de fé.

Eu precisava com mais urgência do Supervisor de Produção. O Zé pediu o dobro do salário que ele ganhava na fábrica que eu trabalhei antes desta. O RH rejeitou. Ligaram para mais 2, no mesmo perfil, que o pessoal da Qualidade e Manutenção indicou e ambos não quiseram. O RH retornou e fechou com o Zé. Ele saiu, oficialmente da fábrica, hoje, mas estava trabalhando no sábado e domingo comigo.

Para o Almoxarifado liguei para aquela pessoa que ajudei, salientado em tópicos passados (http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/07/rh-claro-que-ia-acontecer-comigo-tambem.html). Pediu 70% a mais do que ganhava. RH, de praxe, rejeitou. Foram atrás de outros, nada feito. Retornou e fechou com Fulano que vai sair oficialmente amanhã da empresa, mas já trabalhou comigo no sábado e domingo. E o Analista?! Este realmente vai demorar, porque é muito difícil encontrar alguém do mesmo porte que esteja afim de ganhar o que a empresa quer. Para terem idéia, ligaram para um ex-colaborador da empresa, que já havia trabalhado na mesma função, mas hoje o cara é Coordenador de Produção e não viria por menos do triplo que ganhava o Analista antigo.

Como eu entrei agora, praticamente, nesta empresa, não teria como eu diminuir os impactos destas saídas. A nossa gestão deixa muitas coisas na mão das pessoas, sem procedimentos, ou sem pessoas que possam substituir de imediato, matendo o mesmo ritmo. Isto eu comecei a mudar, mas vai demorar mais uns 6 meses pra obter resultados.

O que estou tentando fazer é ilustrar como o Serviço Publico anda tomando certas pessoas competentes e talentosas da iniciativa privada. E estas coisas tem acontecido de tal maneira que estes problemas tendem a ser cada vez mais rotineiros no mercado, pois os empregados que passaram em concursos não querem nem ouvir uma contra-proposta por parte da empresa. Saem de forma súbita. E o que estou antevendo é o aumento gradativo dos salários de certos cargos para que as pessoas não saiam e isto aconteceu agora. O mercado deve repensar isto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E os estagiários?!

Pessoal,

No post de terça feira passada
(http://gestaoeacao.blogspot.com/2009/10/estagiarios-funcao-remunerada-e-nao.html ) eu falei da situação dos estagiários daqui, que estão executando funções de efetivos, com responsabilidades de efetivos mas com carteira de estagiário. RH me passou ontem uma posição, objetivamente me deram carta branca pra fazer o que quisesse - isto aqui é ordem, provavelmente, da diretoria.

Então ontem mesmo, depois do expediente, reuni-me com os meninos e o pessoal de chefia. Falei para eles o que eu penso a cerca de estágios. Disse que as funções desempenhadas pelos 4 são de efetivos e não seria justo para eles assumirem tais responsabilidades, visto que a empresa os trata na condição de aprendizes. O RH faz o acompanhamento dos meninos, querendo saber se eles estão gostando e tra la la. Nós tb avaliamos periodicamente, dando notas. Os meninos são bons, inteligentes e comprometidos. Mas o ponto principal deste problema é a injustiça de como tratá-los. Expliquei tudo isso a eles.

Decidi ali que no próximo mês iriamos fazer uma redução gradativa e que eles se sentissem a vontade de ir atrás de empregos ou novos estágios. Exceto um, que eu já escolhi para efetivar. Este já se forma no final do ano, faz cadeiras somente a noite e me disse que sua monografia já está em fase de conclusão. Também, pelo que avaliei neste período, é o melhor dentre os demais e, aparentemente, tem perfil para assumir chefia ou outro cargo importante daqui a 1 ou 2 anos. Também trarei uma Assistente de Logística, para trabalhar com cadastro, inserção de dados e coleta de informações na linha de produção.

Esta nova função, que chamei de Analista Logístico, vai englobar a maioria das funções dos demais, trabalhando num período fechado de 40hs, focado em projetos de melhoria, fluxo de informações e materiais, coleta e interpretação de dados de nível de serviço e outras coisas. Apesar de aumentar os custos fixos em relacao a quando era estagiários, pois o garoto, contando salario, impostos, ps, po, vt, cesta, pnl, no longo prazo isto se torna pagável. Por que? Respondo através dos erros comum de estagiários na linha de produção.

1. Erro no sequenciamento da produção. Tem idiotas que colocam estagiário pra fazer isso e sempre "dá buxo", porque o carinha anda preocupado com faculdade e trabalho, tendendo a esquecer algo aqui e ali. Isto causa parada não programada de máquinas ou linhas, logo: menos produtos acabados, maior impacto dos custos fixos no PF e, em certos casos, perda de vendas e clientes.

2. Conferência de expedição. Eu já vi, não nesta empresa, caminhão voltar do meio do caminho por troca de NF´s, falta de conhecimento de embarque. Cara, isto é coisa extremamente importante, como colocar para um estagiário?!

3. Organizar Área de Produto Acabado. É o fim, até porque isto é pra ser feito pela Chefia de Expedição, para diminuir os tempos de carrego dos caminhões.

E etc....

Estes erros quando somados geram custos indevidos importantes na análise da gestão produtiva. Assim, esta minha tomada de decisão visa diminuir isto e, pela minha experiência, sempre dá certo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ações intempestivas - Não faça isso

Pessoal,

Mais uma vez postando pelo vício! HehehehE!

Um post curto.

O Ger. de Manutenção desta nossa empresa é tapado. Não sabe as técnicas de manutenção preventiva ou preditiva. Não faz nenhum tipo de tabulação dos principais defeitos, dando causas e efeitos. É um grande problema.

Uma linha da fábrica parou ontem porque o Ger.Man simplesmente não fez estoque de rolamento de uma máquina, que é o 1o elo da cadeia. E colocou a culpa no setor de Compras e Almoxarifado, que deveria controlar isto.

Chamei-o para o canto. E trocamos gentilezas...

Eu: A culpa é sua, pare de colocar a culpa nos outros!
Ger.Man.: Tu chegou agora e já quer cantar de galo...
Eu: Cantar de Galo?! Que linguajar é esse peão?! Culpa é sua e eu quero a máquina rodando hoje ainda!
Ger. Man.: Vai te lascar!
(HAEhaehaEHEhAHEhaehAHE, eu quis rir na hora!)
Eu: Infelizmente, aqui não tem Gerência. Acho que vou ter que assumir seu papel tb...

Ele ficou com ódio. Resolvi o problema do meu jeito. Nosso diretor chamou a gente pra conversar e para fazermos as pazes. Chamou-me atenção e a ele também. Mas eu saí por cima:

Eu: Doutor Fulano, só para constar: esta parada na linha por causa de um rolamento, custou a empresa mais de 15 mil reais. Precisamos de PCM.
Ger.Man: Começou o linguajar dificil, aqui ele só fala pra ele....
Eu: Dificil?!?! PCM?!?! Tu não sabe o que é PCM?!?! É Planejamento e Controle da Manutenção...
Ger.Man: Sim, sim eu sei, é aquelas planilhas que o Doutor Fulano pediu pra gente fazer....

Meu deus, tapado do cão!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estagiários - A função remunerada e não tributada...

Pessoal,

(Estou postando mais pelo vício do que pela vontade - hehehe! Não tô podendo escrever muito, aperreio demais na fábrica.)

No meu setor tem 4 estagiários. O RH que definiu. Tem um na produção, um na armazenagem e 2 no escritório. Eles aqui aprendem fazendo, como gosta de salientar o RH. Mas isso pra mim é uma lorota escrota. Os caras pegaram os meninos, dão 1 salário mínimo, não pagam tributos nenhum e estes assumem responsabilidades de efetivo. Já estou cortando essa coisa aqui.

O Chefe de Produção chegou PUTO hoje pra falar comigo. Reclamando que o estagiário errou o sequenciamento da produção, não passou o email requisitando com urgência insumos de linha e tra la lá. Daí...

Chefe: Foi isso, tô PUTO AQUI!
Eu: Puto tô eu, desde quando estagiário é pra tá fazendo isso?
Chefe: Desde sempre...
Eu: Tá errado! Isso ai é pra você tá fazendo, estagiário auxilia, alias se auxiliasse era pra ser contratado como "Auxiliar Administrativo" , estagiário tá pra aprender meu amigo. Eu não quero saber! Corra atrás do prejuízo. Chama o menino aqui.

Chamei o estagiário e esculachei com ele. Isso pra ele sentir que realmente errou, mas depois tentei animá-lo. Estagiário está ali para aprender, ser uma pessoa com capacidade de assumir alguma função no futuro. Hoje as empresas encaram o estagiário como se fosse uma função própria, não como a lei dita. Na empresa que trabalho, não sai da regra. Do mesmo jeito. E na anterior que trabalhei, tinha estagiário responsável por melhorias de processos produtivos, para vocês terem ideia de como a coisa funciona por estas bandas.

Fui no RH e disse pra tomarem uma decisão: ou tiram os estagiários, ou deixam eles aprenderem fazendo, ou os contrata como efetivo. RH ficou de me passar posição até sábado.

Aguardemos.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Competitividade - Até onde isto nos levará?!

Pessoal,

Acabei de chegar(19:58) e entrei no uol como de costume. Deparei-me com esta notícia que todo mês alguem publica, como, por exemplo, a tal Você S/A.

"Competitividade faz com que gerentes de empresas grandes trabalhem mais."
Link:
http://economia.uol.com.br/planodecarreira/ultnot/infomoney/2009/10/05/ult4229u2928.jhtm

O sujeito aponta que quanto maior o nível hierárquico dentro da empresa, maior o tempo de trabalho. De acordo com a Catho Online "presidentes e gerentes trabalham, em média, 53,2 horas por semana. Porém, se esse profissional está em uma empresa de grande porte, com faturamento acima de US$ 100 milhões por ano, esse número é ainda maior: de 55,7 horas."

Isto tudo se deve a tal competitividade tanto entre colaboradores como entre empresas, o que acaba sufocando os gestores no tocante a melhora de resultados. Ao final, o jornalista ressalta um ponto de vista do Diretor de Marketing Adriano Meirinho de que o "workaholic" não é bem visto, citando: "se ele entra muito cedo e sai muito tarde, não apenas significa que ele tem mais trabalho a fazer, mas sim que não organizou seu tempo bem, e administrou suas tarefas corretamente. O bom profissional é aquele que consegue ser produtivo no seu tempo de trabalho determinado pela empresa".

Como disse anteriormente, esta matéria é bastante recorrente no mundo corporativo. Esta coisa de competitividade move debates calorosos a cerca das horas de trabalho que um Gestor deve ter. Mas ninguém ainda abordou algo realmente importante: o desgaste humano. Sim, mais horas trabalhadas maior o desgaste do sujeito e pior a qualidade de vida. Isto sim mereceria um destaque, pois não vejo estes "Treinees" que entram agora com 25 anos, trabalhando no mesmo ritmo até os 50 anos - o que será exigido deles.

Digo isto, pois já sofri com isso!

Sai de uma Multi há alguns anos atrás por questão desta vida insana. Quando se fala em "55,7 horas de trabalho", eu tenho vontade de rir! Isto porque, nesta Multi, passei 14 meses fazendo 10h/por dia de terça a domingo, ou seja, 60hs de trabalho semanal. Aconteceu porque era férias do outro Gestor, daí assumi as duas funções. Quando chegou a Diretoria - sede em São Paulo - e me viram trabalhando, dando conta do recado, acharam por bem transferir o outro, já que eu estava correspondendo bem ao trabalho de gerenciamento. Lembro como se fosse hoje, os olhos brilhando da Diretoria ao saber que poderiam economizar uns 5mil reais por mês naquela filial, matendo o mesmo ritmo. Francamente: ô povo miserável!

Nesta época eu perdi quase 15kg - e é porque sou magro - bebia/saía somente dia de segunda - o pessoal do condomínio me chamava de "papudim", "pé inchado" e outras coisas - e dormia muito, bastante cansado. Minha mãe veio me visitar e chorou, quis me internar! (haeEHAHAEhahehaehaeheahae) Minha namorada na época, atual esposa, me deixou - com toda razão, pense aí: "Qual tempo este sujeito tinha pra ela?!" A minha vida pessoal virou um caos. Mas a minha mente estava voltada para o tal "sucesso profissional", a tal "carreira brilhante"; a vaidade me cegara completamente.

Tudo isto acabou quando eu dei uma pilôra no trabalho (é o noooovo!!).

Dia de inventário. Eu fiz 36hs de trabalho initerrupto, praticamente sem comer. Quando recebi o resultado do inventário, mostrando cento e tantos itens com valores bastante distorcidos, eu tive um ataque violento de stress. Quebrei o meu computador, esculhambei os supervisores responsáveis, joguei um copo cheio de água no chefe da empresa terceirizada, responsável pelo inventário. Chorei, me esbofetiei e desmaiei!!!( HaeheahaHAEHhae!)

Passei 2 dias no hospital, tomando tranquilizantes e outros medicamentos. Minha pressão estava em 25/12. O Médico me deu atestato de 10 dias, para terem idéia. Veio o Gerente Regional para assumir neste período e conversou comigo. Mandou eu tirar férias. Insistiram, mesmo depois da loucura que fiz, para eu ficar. Eles iriam me transferir de filial. Mas eu não quis. Para terem idéia, trabalhava tanto que quase não gastava e, depois de receber tudo da empresa, fui ao banco e vi um valor absurdo de dinheiro na conta. Tirei 2 meses de férias, no intuito de reatar com a namorada e refazer a vida.

Nestas férias refleti bastante. A minha qualidade de vida em primeiro lugar, ou o trabalho? Juro pra vocês que envelheci, em 2,5 anos de trabalho, pelo menos o triplo. O mundo era um ambiente estranho após sair de lá, porque tudo se resumia àquela filial.

Lembro que nestas férias fui primeiro para Salvador. Eu estava no pelourinho com a minha atual esposa, olhei para o chão de pedras, todo limpo, sem restos de comida, latinhas, pet´s de água e disse pra ela: "Meu Deus, aqui era imundo, olha como está hoje?! Limpo..." Ai me deitei em frente ao Museu de Jorge Amado, no chão! (HaeHaehaeheahaehhaehAEHhea) E eu deitado, olhando pro Céu, achando tudo aquilo muito lindo, como se fosse a 1ª vez que estivesse ali, como se nunca o céu estivesse naquela posição, tudo novo. Ali, naquele momento, representava - depois compreendi melhor - meu reencontro com a vida, a verdadeira. E no desenrolar das férias, percebi que o sucesso profissional era somente uma parte da vida, passar por aqui sem viver o máximo possível seria um fracasso bem maior.

Fiz a escolha mais coerente pra mim: qualidade de vida. Troquei as Multinacionais dos meus sonhos, por empresas de Médio/Grande porte. Minha ambição de assumir cargos de Diretoria continua. Ainda trabalho muito, mas não se compara a este período. Deste tempo, carrego alguns amigos, um deles se tornou Gerente Regional. Passei para ele um DVD com vídeos e fotos do batizado de meu filho. No MSN, as 22hs da noite - no horário que ele chegou depois de um período de viagens - colocou a WEBCAM pra falar comigo e ficou vendo o DVD que eu enviei. Mexeu-se na cadeira, tirou os óculos e riu bastante. Colocou novamente os óculos, ficou sério, retirou os óculos, coçou os olhos e começou a chorar...Muito emocionado, perguntei pra ele o porquê de estar chorando. Ele me disse uma coisa, que nunca esquecerei: "Velho, eu não sei o real significado de uma família e um lar feliz, igual a você!"